Violência Policial em Maputo: Manifestantes Feridos Durante Protesto de Mondlane
Em um episódio alarmante ocorrido em Maputo, a polícia moçambicana disparou contra uma caravana pacífica liderada por Venâncio Mondlane, candidato presidencial e figura de destaque do PODEMOS.
Pelo menos 16 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças, conforme organizações da sociedade civil que acompanharam o caso de perto.
A ação, descrita como um abuso de poder, gerou fortes críticas de vários setores políticos, que condenaram a repressão violenta contra cidadãos desarmados.
O PODEMOS, através de seu porta-voz Duclésio Chico, classificou a atitude policial como sem justificativa, uma vez que a manifestação acontecia de maneira tranquila, sem qualquer sinal de confrontação.
Lutero Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), também se posicionou contra a violência, sublinhando que o direito à manifestação está garantido pela Constituição de Moçambique.
O incidente ocorreu horas antes da assinatura de um pacto de diálogo nacional promovido pelo presidente Daniel Chapo, o que gerou ainda mais tensão.
O PARENA, partido da oposição, alertou que qualquer esforço para alcançar a paz será ineficaz se o Estado continuar a adotar atitudes repressivas contra a população.
A crítica é clara: “onde há sangue, não pode haver paz verdadeira”, como disse André Balate, líder do PARENA.
Em meio à crescente insatisfação e à desconfiança sobre a atuação do governo, as acusações de uso excessivo de força pela polícia aumentam, refletindo um cenário de instabilidade política que pode ameaçar os processos de reconciliação e paz em Moçambique.
A Procuradoria-Geral da República foi chamada a investigar o caso e responsabilizar os envolvidos. Leia Mais...
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