Crise de Combustível Paralisa Moçambique: Postos Encerram, Demissões Aumentam e Governo é Acusado de Inércia

Crise de Combustível Paralisa Moçambique: Postos Encerram, Demissões Aumentam e Governo é Acusado de Inércia

Crise de Combustível Paralisa Moçambique: Postos Encerram, Demissões Aumentam e Governo é Acusado de Inércia

A escassez de combustíveis em Moçambique atingiu um ponto crítico, com postos de abastecimento a encerrar operações e centenas de trabalhadores a serem dispensados.

Segundo a Associação dos Revendedores Retalhistas de Combustíveis (ARCOMOC), a crise tornou-se insustentável, forçando empresas a suspender contratos por falta de liquidez para pagar salários.

Há operadores que não pagaram salários em Março. Outros já suspenderam contratos porque não sabem quando esta crise terminará. É uma situação preocupante, alertou o presidente da ARCOMOC, Nelson Mavimbe, durante o podcast do Centro de Integridade Pública (CIP).

Dados do CIP mostram que, das 30 empresas autorizadas a importar e distribuir combustível, apenas 10 estão em funcionamento. A causa principal é a falta de divisas no sistema bancário nacional, que impede a emissão de garantias bancárias essenciais para a liberação de combustível nos portos. Estima-se que cerca de 100 mil toneladas métricas estejam retidas nos terminais, avaliadas em até 80 milhões de dólares.

Enquanto o país enfrenta filas crescentes nos postos e o impacto económico se agrava, o Governo é criticado por não assumir um papel activo na resolução do problema.

Para o pesquisador Baltazar Fael, do CIP, a ausência da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) é particularmente grave. "Em economias saudáveis, é o regulador que dá a cara em momentos assim. Em Moçambique, ele só aparece quando os preços aumentam", disse.

Empresas como PETROMOC, Total Energies, Puma Energy e Engen estão entre as mais afectadas. Apenas a Galp tem conseguido gerir parcialmente o cenário, mas sem garantias de estabilidade a longo prazo.

Nelson Mavimbe reforça o apelo ao Executivo: É fundamental que o Governo se envolva, compreenda a gravidade do momento e tome medidas urgentes.
O sector não pode mais suportar esta pressão sem apoio claro e transparente.

A crise já se faz sentir fortemente nas cidades de Maputo e Matola, mas a onda de impacto ameaça alastrar-se por todo o território nacional. Leia Mais...

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